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Como pode ser meu
E não ter total posse?

Eras livre
Enquanto eu pensava que tu estavas
Em minhas mãos,
As quais hoje atrito
Já que não posso sentir o calor das tuas.

                                                        ( 09.07.2010 / Jêh Niz )

Comentários

  1. Moça,

    Muito obrigado pelos comentários sobre as minhas poesias. Fico feliz que tenhas gostado, principalmente depois que li teu blog e pude perceber o quão sensível és. Gostei do que encontrei aqui, tens um talento evidente.

    Como disse Chico Buarque 'os poetas como os cegos podem ver na escuridão...'

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  2. E dizem que ninguém é de ninguém. Parece mesmo ser uma verdade, mas digo que nos tornamos de alguém se querermos isso e se essa vontade for singularmente sincera.

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Deficiência humana

Não, o amor não é cego.
   Ele por si só enxerga verdades: a necessidade de habitar em nós para existir.
   Ele é autónomo, mas não é auto-existente: precisa de nós para ser, de fato, amor.
  O homem é cego por atribuir ao amor sua própria deficiência.


Olhos que mal enxergam o mundo

Eu vejo o que os olhos alheios insistem
Em não querer ver.
Eu vejo o ruído da dor.
Eu vejo o mundo emudecer
Por querer ter a Tudo
Ao invés de ser.

Vejo a tarde que parte,
O frio que invade,
O tempo que bate em minha porta
Apressando o Tudo a se findar.

Os seus olhos veem aquilo que eles querem ver
Eles mal enxergam o mundo, inclusive a você.



Guarde a última lágrima

Se eu chorar
guarde a última lágrima,
junte meus cacos,
pois no envolto do seus braços encontro paz.

Se eu chamar-te
ignore-me a palavra
e o meu pedido de socorro
não seja agradável aos teus ouvidos.

Porque eu te quero
e, após algum tempo, deixo de te querer.
Porque és abrigo e tormenta.
Porque estou ao teu lado e não posso te ter.