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Confidências

Quando o orvalho rompeu o horizonte
Eu já me punha em pé
Buscava os teus olhares distantes
Para acalentar a minha fé
De que estás por perto
Conjugado em uma canção, um verso
Metaforicamente inverso
Da sensação de está em um deserto.

Se estás longe,
Em um relento lugar,
Trate de me esperar onde
O sol insiste em repousar
Para que assim não esconda a tua luz
Que incendeia, seduz
E recai sobre mim.

Mas se estás próximo,
Nos arredores daqui,
Não tarde a vir
Basta um pequeno gesto
Para que eu corra para ti.

Ô calamidade essa a minha de esperar-te!
Tratarei de por um fim -
Que ingenuidade da minha parte -
O meu reverso és tu
Mesmo sem nunca fitar-te
E a direção que vens não saber
Ao longe reconhecerei teus olhos
E o meu coração será só de você.



( JêH Niz - Junho 2010 )

Comentários

  1. Ui, que delícia de poema é esse em?
    Ah, não é mais surpresa dizer-te que admiro tanto suas palavras.

    ResponderExcluir
  2. Te falar, esse ficou ótimo. rs

    Gostei. õ/

    ResponderExcluir
  3. Maravilhaaa ein.... muito bom!

    ResponderExcluir
  4. Como sempre admirando seu fãs... rs
    que lindooo ¨.' ...

    ResponderExcluir
  5. Como sempre admirando seus fãs... que lindoo... Ne...

    ResponderExcluir

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Deficiência humana

Não, o amor não é cego.
   Ele por si só enxerga verdades: a necessidade de habitar em nós para existir.
   Ele é autónomo, mas não é auto-existente: precisa de nós para ser, de fato, amor.
  O homem é cego por atribuir ao amor sua própria deficiência.


Olhos que mal enxergam o mundo

Eu vejo o que os olhos alheios insistem
Em não querer ver.
Eu vejo o ruído da dor.
Eu vejo o mundo emudecer
Por querer ter a Tudo
Ao invés de ser.

Vejo a tarde que parte,
O frio que invade,
O tempo que bate em minha porta
Apressando o Tudo a se findar.

Os seus olhos veem aquilo que eles querem ver
Eles mal enxergam o mundo, inclusive a você.



Guarde a última lágrima

Se eu chorar
guarde a última lágrima,
junte meus cacos,
pois no envolto do seus braços encontro paz.

Se eu chamar-te
ignore-me a palavra
e o meu pedido de socorro
não seja agradável aos teus ouvidos.

Porque eu te quero
e, após algum tempo, deixo de te querer.
Porque és abrigo e tormenta.
Porque estou ao teu lado e não posso te ter.