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Refletindo sobre o que mudou

Até onde vão as pessoas e suas promessas de amor eterno? 
Até onde vão os amigos e seus votos de cumplicidade?
 Até onde vão as pessoas e seus sentimentos de vidro?
 Os amigos de ontem não são os mesmos de hoje e, quando damos conta, já não resta mais ninguém ao lado, ninguém que estenda a mão. 

Até onde vai a nossa mentira? 
Até onde vai o nosso discurso sobre o amor?
 Até onde vai a nossa hipocrisia? 
As coisas mudam de lugar, afinal até a natureza se transforma. Mas e aquele amor que um dia foi e que hoje não é mais? Mentira ou verdade? Em quê acreditar? Mudança + realidade = hoje - (amanhã + lembranças de um tempo bom). 

 Até onde vão? Até onde vai? Até onde vamos? Não passaremos da primeira esquina.

"Se a mudança não for para melhor, de quê vale mudar? 


Jêh Niz
04.02.14
22:35 hr

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Deficiência humana

Não, o amor não é cego.
   Ele por si só enxerga verdades: a necessidade de habitar em nós para existir.
   Ele é autónomo, mas não é auto-existente: precisa de nós para ser, de fato, amor.
  O homem é cego por atribuir ao amor sua própria deficiência.


Olhos que mal enxergam o mundo

Eu vejo o que os olhos alheios insistem
Em não querer ver.
Eu vejo o ruído da dor.
Eu vejo o mundo emudecer
Por querer ter a Tudo
Ao invés de ser.

Vejo a tarde que parte,
O frio que invade,
O tempo que bate em minha porta
Apressando o Tudo a se findar.

Os seus olhos veem aquilo que eles querem ver
Eles mal enxergam o mundo, inclusive a você.



Guarde a última lágrima

Se eu chorar
guarde a última lágrima,
junte meus cacos,
pois no envolto do seus braços encontro paz.

Se eu chamar-te
ignore-me a palavra
e o meu pedido de socorro
não seja agradável aos teus ouvidos.

Porque eu te quero
e, após algum tempo, deixo de te querer.
Porque és abrigo e tormenta.
Porque estou ao teu lado e não posso te ter.