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Tenho a sensação de estar leve. Aquele fardo que trazia comigo já pode ser dividido com você. Nós passamos a ser apenas um e a história passa a ser escrita na primeira pessoa do singular. Sim, porque não há mais "nós". Você abdicou de você mesmo e quis ser eu, ignorou sua própria carne para morar em mim e eu não te expulso dessa casa; te quero dentro da mente, do coração, dentro de mim.
Eu gosto dessa sua mania de me fazer feliz, de me mimar. Gosto desse seu amor que me ama sem cobrar nada de mim. Eu te amo porque você me deixa ser eu na minha maneira mais singular de ser.


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Deficiência humana

Não, o amor não é cego.
   Ele por si só enxerga verdades: a necessidade de habitar em nós para existir.
   Ele é autónomo, mas não é auto-existente: precisa de nós para ser, de fato, amor.
  O homem é cego por atribuir ao amor sua própria deficiência.


Olhos que mal enxergam o mundo

Eu vejo o que os olhos alheios insistem
Em não querer ver.
Eu vejo o ruído da dor.
Eu vejo o mundo emudecer
Por querer ter a Tudo
Ao invés de ser.

Vejo a tarde que parte,
O frio que invade,
O tempo que bate em minha porta
Apressando o Tudo a se findar.

Os seus olhos veem aquilo que eles querem ver
Eles mal enxergam o mundo, inclusive a você.



Guarde a última lágrima

Se eu chorar
guarde a última lágrima,
junte meus cacos,
pois no envolto do seus braços encontro paz.

Se eu chamar-te
ignore-me a palavra
e o meu pedido de socorro
não seja agradável aos teus ouvidos.

Porque eu te quero
e, após algum tempo, deixo de te querer.
Porque és abrigo e tormenta.
Porque estou ao teu lado e não posso te ter.