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Que sejamos assim




Que seja doce!

Que seja doce no estar.
No estar presente,
No estar na mente,
No está permitido em permanecer.


Que seja doce!

Que seja doce no sentir.
No sentir arrepios,
No sentir calafrios,
No sentir inevitavelmente você.


Que seja doce!

Que seja doce ao paladar.
Ao paladar, antes, adstringente
Ao paladar, agora, adoçicado
Ao paladar aguçado pela sua doce ternura.


Que seja doce!

Que seja doce no viver.
No viver periodicamente.
Estar, sentir, viver será inútil
Se não for assim docemente.


Que seja ...
Que sejamos assim.







Comentários

  1. Um poema bonito cheio de sentimento poético.
    Gostei.
    Abraço fraterno.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Que lindo esse poema... Lindas palavras, cheias de encanto. *---*

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Deficiência humana

Não, o amor não é cego.
   Ele por si só enxerga verdades: a necessidade de habitar em nós para existir.
   Ele é autónomo, mas não é auto-existente: precisa de nós para ser, de fato, amor.
  O homem é cego por atribuir ao amor sua própria deficiência.


Olhos que mal enxergam o mundo

Eu vejo o que os olhos alheios insistem
Em não querer ver.
Eu vejo o ruído da dor.
Eu vejo o mundo emudecer
Por querer ter a Tudo
Ao invés de ser.

Vejo a tarde que parte,
O frio que invade,
O tempo que bate em minha porta
Apressando o Tudo a se findar.

Os seus olhos veem aquilo que eles querem ver
Eles mal enxergam o mundo, inclusive a você.



Guarde a última lágrima

Se eu chorar
guarde a última lágrima,
junte meus cacos,
pois no envolto do seus braços encontro paz.

Se eu chamar-te
ignore-me a palavra
e o meu pedido de socorro
não seja agradável aos teus ouvidos.

Porque eu te quero
e, após algum tempo, deixo de te querer.
Porque és abrigo e tormenta.
Porque estou ao teu lado e não posso te ter.