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Quem, de fato, é você

De início não sabemos ao certo o que vem a ser. Aos poucos, seu olhar revela sua simplicidade não demonstrada no exterior, mas encontrada no espiríto.
O seu sorriso nos faz voltar à infância, mostra tanta doçura que não se encontra na malicidade das pessoas. Talvez ele não seja humano, seja surreal.
Notório mesmo é sua essência, então não se impressione no que você ver por fora. Ainda que ele não tenha o domínio das palavras, ele possui o domínio do olhar, da leveza, da mansidão.
O seu abraço acaricia a alma. Sua voz é doce e traz alívio para as tormentas.
Ele tem o poder de transformar todos os cincos sentidos em apenas um.
Ele é tudo aquilo que conhecemos como indescritível.






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Deficiência humana

Não, o amor não é cego.
   Ele por si só enxerga verdades: a necessidade de habitar em nós para existir.
   Ele é autónomo, mas não é auto-existente: precisa de nós para ser, de fato, amor.
  O homem é cego por atribuir ao amor sua própria deficiência.


Olhos que mal enxergam o mundo

Eu vejo o que os olhos alheios insistem
Em não querer ver.
Eu vejo o ruído da dor.
Eu vejo o mundo emudecer
Por querer ter a Tudo
Ao invés de ser.

Vejo a tarde que parte,
O frio que invade,
O tempo que bate em minha porta
Apressando o Tudo a se findar.

Os seus olhos veem aquilo que eles querem ver
Eles mal enxergam o mundo, inclusive a você.



Guarde a última lágrima

Se eu chorar
guarde a última lágrima,
junte meus cacos,
pois no envolto do seus braços encontro paz.

Se eu chamar-te
ignore-me a palavra
e o meu pedido de socorro
não seja agradável aos teus ouvidos.

Porque eu te quero
e, após algum tempo, deixo de te querer.
Porque és abrigo e tormenta.
Porque estou ao teu lado e não posso te ter.